Poucos jogos conseguem chamar atenção logo no primeiro trailer como Mouse: P.I. For Hire. A combinação entre animações inspiradas nos desenhos dos anos 1920 e 1930, uma estética noir em preto e branco e um FPS clássico parecia uma ideia ousada demais para funcionar. Felizmente, o resultado mostra que a desenvolvedora Fumi Games não apostou apenas no visual.
Embora a apresentação seja o grande destaque, existe um jogo sólido por trás da aparência estilizada. E isso faz toda a diferença.
Uma aventura policial digna dos clássicos do cinema noir
A história acompanha Jack Pepper, um ex-policial que agora trabalha como investigador particular na cidade de Mouseburg. O que começa como o desaparecimento de um mágico rapidamente evolui para uma trama envolvendo políticos corruptos, gangues, conspirações e figuras misteriosas espalhadas pela cidade.
A narrativa não tenta reinventar o gênero noir, mas funciona muito bem dentro da proposta. Os diálogos carregam humor, referências ao universo dos ratos e personagens carismáticos que ajudam a manter o ritmo da campanha.
Mais importante que a investigação em si é a atmosfera criada durante a jornada.
Um dos visuais mais impressionantes dos últimos anos
O maior triunfo de Mouse: P.I. For Hire está na direção artística.
Os cenários tridimensionais são combinados com personagens desenhados em 2D que sempre permanecem voltados para o jogador, criando uma aparência única. O visual em preto e branco, os efeitos de película antiga e as animações no estilo rubber hose fazem o jogo parecer um desenho animado interativo.

