Logo nos primeiros minutos, ChainStaff deixa claro que não quer ser apenas mais um jogo de ação em 2D inspirado em clássicos como Contra ou Mega Man. Ele pega essa base conhecida e transforma completamente a experiência ao colocar a mobilidade no centro de tudo, criando um gameplay que gira em torno de liberdade, improviso e experimentação.
O resultado é um título que pode até parecer familiar à primeira vista, mas rapidamente mostra que está jogando em outra proposta.
Mecânicas e gameplay
O grande destaque de ChainStaff é, sem dúvida, sua mecânica principal. O bastão alienígena que dá nome ao jogo não é apenas uma ferramenta, mas sim o coração da experiência.

Com ele, é possível atacar, se movimentar, criar plataformas, bloquear projéteis e até controlar o espaço durante o combate. O interessante é como essas funções se conectam: um movimento de locomoção pode virar ataque, um erro pode se transformar em defesa improvisada.
Isso cria um fluxo de gameplay extremamente dinâmico, onde não existe uma única forma correta de jogar. Cada situação pede adaptação, e o jogo recompensa quem experimenta.

Além disso, o ritmo é agressivo. Ficar parado raramente funciona. Inimigos pressionam, o cenário exige movimentação constante e o jogador precisa tomar decisões rápidas o tempo todo.
Estrutura e exploração
Apesar de seguir uma base de fases, ChainStaff incorpora elementos leves de metroidvania. Existem caminhos alternativos, áreas escondidas e upgrades que mudam a forma como você explora o mapa.
Isso incentiva revisitar fases antigas, não apenas para coletar itens, mas para enxergar o cenário de uma forma completamente diferente com novas habilidades.

Outro ponto interessante está nas escolhas feitas durante a campanha. Ao encontrar soldados pelo caminho, você pode salvá-los ou tomar decisões mais questionáveis para ganhar vantagens. Essas escolhas impactam diretamente sua progressão e até o rumo da experiência.
Direção de arte e identidade
Visualmente, o jogo aposta em algo bem diferente do padrão. Os cenários misturam paisagens alienígenas com cores vibrantes e designs estranhos, criando uma identidade própria que chama atenção.
Cada mapa apresenta criaturas únicas, evitando repetição e mantendo a sensação de novidade constante durante a campanha.

Pode não agradar todo mundo de imediato, mas é justamente essa identidade que faz o jogo se destacar.
Trilha sonora e atmosfera
A trilha sonora segue uma pegada forte de rock e heavy metal, reforçando o ritmo acelerado da gameplay.
As músicas não estão ali apenas como fundo, elas ajudam a ditar o ritmo da ação, empurrando o jogador para frente e intensificando os momentos de combate.
Essa combinação entre áudio e gameplay funciona muito bem e contribui bastante para a imersão.
Experiência geral
ChainStaff é um jogo que aposta mais em ideias do que em perfeição técnica. Nem tudo funciona o tempo tod, há momentos de confusão visual, pequenas inconsistências e decisões de design discutíveis, mas ainda assim, a experiência se sustenta pela criatividade.

A campanha é relativamente enxuta, o que ajuda a manter o ritmo e evita desgaste, entregando uma experiência direta e consistente.
No fim, é aquele tipo de jogo que pode não agradar todos os perfis, mas que certamente vai marcar quem busca algo diferente dentro do gênero.
Vale a pena?
ChainStaff é uma experiência que foge do padrão ao colocar liberdade e criatividade acima de tudo. Pode não ser o jogo mais polido do gênero, mas compensa com mecânicas únicas, identidade forte e um gameplay que incentiva experimentação o tempo inteiro.
Se você curte jogos de ação 2D com foco em mobilidade e improviso, aqui existe algo especial.
ChainStaff está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC.
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*Esta análise foi realizada no Ps5 com uma cópia fornecida pela Mommy’s Best Games,
