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Comece a mestrar RPG!

by Wagner Alves Santa Rita

Como já falamos nesse post anterior, a Galápagos realizou um evento de lançamento do Dungeons & Dragons® 5ª. Edição no país, e lá, além de ter várias mesas para jogar e palestras sobre RPG, foram anunciados diversos livros da linha, incluindo aventuras como A Maldição de Strahd e Fúria do Rei da Tempestade, além de suplementos como O Guia de Xanathar sobre Todas as Coisas e o Guia do Volo sobre Monstros. Além disso a Galápagos também anunciou que também trará outros sistemas, como Vampiro a Máscara 5ª Edição e Lobisomem.

 

 

 

 

 

 

 

 

Esses títulos se somarão a outros muitos que já temos aqui no Brasil, e promete introduzir muitas pessoas ao hobby nos próximos anos. Porém uma barreira que sempre aparece nesses casos é que, na maioria dos títulos, é necessário que um dos jogadores faça o papel de “mestre”, responsável por aplicar as regras do sistema, determinar os resultados das ações dos jogadores e conduzir a aventura de uma maneira que agrade a todos os jogadores. Já deu para perceber que não é uma tarefa simples, e muitos grupos acabam não jogando pelo simples fato de não ter mestre, e nenhum tentar ser. Por isso fizemos esse artigo com algumas dicas, que podem ajudar você a se aventurar a tentar essa função de mestre, e se divertir junto com seus amigos jogando.

 

Conheça os jogadores!

Essa é a primeira coisa a prestar atenção, e uma que pode decidir se vocês vão conseguir se divertir ou não. Conhecer o grupo é essencial para escolher qual sistema usar para o jogo. Você sabe que seu grupo gosta de intrigas, políticas e de narrativa, talvez seja melhor nesse caso escolher um sistema que foque mais nisso, como Vampiro a Máscara. Eles gostam de ficção científica e futurística? Shadowrun pode agradar eles mais. Eles gostam de terror, de resolver enigmas e quebra-cabeças, talvez a melhor opção nesse caso seja Chamado de Cthulhu. Ou eles apenas querem se divertir bebendo nas tavernas e lutando contra orcs e dragões?  Então D&D é a pedida. Claro que isso tudo não é uma regra, seu grupo pode gostar de várias dessas coisas, ou pode acabar usando um sistema da maneira que preferem, mas entendendo o que eles gostam pode ajudar muito, principalmente se são iniciantes.

 

 

 

Saiba o mundo, não a história!

Esse possivelmente é o erro mais comum que mestres iniciantes cometem, querem pensar na história do jogo e a sequência das ações. Esqueça isso! Pois quando vocês começarem a jogar, você não controla as ações dos jogadores, eles podem fazer o que vier na mente deles, e eles dificilmente farão o que você planejou, então você pode acabar tendo que criar uma consequência que você não tinha planejado, e nessa hora muitos mestres acabam forçando as escolhas dos jogadores para que se “encaixe” na história que haviam planejado. Isso pode ficar muito chato, pois você está desconsiderando as ações dos jogadores.

Mas o que fazer então? Pense no mundo que você criou ou que está usando. Digamos que existe um necromante em uma cidade ao leste, que está buscando itens raros para um plano secreto, e você quer que seu grupo vá investigar o que acontece. Faça que um NPC (Non-Playable Character, ou seja, um personagem que você criou) informe sobre esses rumores e que possivelmente há uma recompensa e deixe os jogadores tomarem suas decisões. Caso eles ignorem o necromante e faço outra coisa, siga pelas ações deles, mas sempre considere que o necromante não parou sua busca. Quem sabe ele encontre todos os itens que precisa e começa a erguer um exército de mortos-vivos. E caso os jogadores continuem ignorando, faça com que esse necromante vá avançando para rumo aos jogadores, controlando todas as cidades no caminho. Quando os jogadores se depararem com o perigo iminente, eles terão que tomar uma decisão em relação ao necromante. Fora que eles perceberam que o mundo do jogo está “vivo”.

Tendo isso em mente, você pode criar seu próprio mundo e suas características, ou usar um mundo já pronto, chamado cenário, que geralmente existe um em cada sistema, muitas vezes até mais de um cenário por sistema, como em D&D, que possui cenários como Forgotten Realms, Eberron e Greyhawk.

 

Valorize as ações dos jogadores!

Isso você vai ir melhorando com o tempo, mas tente sempre valorizar as ações dos jogadores. Você pode imaginar que a ação escolhida não é uma boa ação no momento, porém o jogador não necessariamente sabe disso, então escute as ações que os jogadores escolhem, e demonstre nos resultados se era uma boa ação ou não. Com o tempo os jogadores vão começar a entender também e escolher melhor suas ações. E caso um jogador tenha uma ideia genial, que pode ter um resultado interessante para o jogo, não se limite à regra do jogo, considere abrir uma exceção e permitir essa ação, quem sabe nem pedindo por uma rolagem de dados para que aconteça. E também é importante premiar as ações e escolhas de acordo. Não tenha medo de dar um item muito forte ou mágico para um jogador por uma ação, o jogador vai se sentir recompensado e perceber que suas ações podem influenciar o mundo.

 

Mantenha uma mesa saudável!

Pode ficar tranquilo, não vim falar de fibra ou calorias. Tente fazer com que o jogo seja saudável para todos, para que todos possam se divertir jogando, inclusive você, o mestre. Caso os jogadores perguntem algo que você não saiba, e pode ser algo importante para a narrativa, não tenha vergonha de pedir um tempo para os jogadores enquanto você decide as consequências. E caso tenha jogadores na sua mesa que só querem fazer o contrário do que você oferece, não por escolha, mas sim para contrariar mesmo, converse com eles, explique que você também está ali para se divertir.

Caso algum jogador queira fazer uma ação que pode mudar muito o ritmo do jogo, é interessante conversar com o grupo para entender o que eles querem ver, e se a ação determinada pode agradar todos ou não. É importante também não focar a atenção a somente um jogador e dividir igualmente essa atenção. E caso você perceba que um jogador está ficando muito com os “holofotes”, converse com ele, para que ele entenda que todos precisam se divertir no jogo, não só ele. E tente colocar situações na aventura onde cada jogador pode mostrar a força de seu personagem. Se algum personagem fez um ladrão, coloque armadilhas para que ele as desarme, ou caso um jogador tenha feito um bardo, lembre-se de colocar alguma interação importante nas tavernas para ele. E tente sempre fazer um feedback com seu grupo, ver o que eles estão gostando na aventura e o que não estão gostando, e se tem algo que eles queiram ver. Isso é essencial para você ir melhorando.

 

Essas são só algumas dicas que podem te ajudar a começar a mestrar para seus amigos. Tem muitas outras dicas que podemos dar, como atuação ou acessórios para usar no jogo, mas consideramos as dicas acima o essencial para ter um jogo agradável para todos. E você, algumas dessas dicas te ajudaram à mestrar um jogo? Você já mestra e tem outras dicas que você acha que são essenciais também? Diga mais sobre para nós nos comentários.

 

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