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Dossiê: Cyberpunk

by Wagner Alves Santa Rita
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Origem

 

 

Cyberpunk (de cyber(netic) + punk) é um subgênero de ficção científica em um mundo distópico, conhecido por seu enfoque de “High Tech, Low Life” (“Alta tecnologia e baixa qualidade de vida”). Mescla a evolução da tecnologia em contraste com a desigualdade social. O cyberpunk tem raiz no movimento New Wave da ficção científica, onde autores como Philip K. Dick, Roger Zelazny, John Brunner, J. G. Ballard, Philip José Farmer e Harlan Ellison examinaram o impacto da cultura da droga, tecnologia e revolução sexual, enquanto evitavam tendências utópicas do início da ficção científica.

Quadrinhos começaram a exploram esse gênero com o lançamento de Judge Dredd (Juiz Dredd), em 1977. Lançado em 1984, o romance de estréia de William Gibson, Neuromancer, ajudou a solidificar cyberpunk como um gênero, juntando influências do punk com o início da cultura hacker.

O cyberpunk no Japão, que geralmente é o local usado como ambiente em vários títulos, teve início a partir de 1982, com o lançamento da série de mangas, lançados

por Katsuhiro Otomo, Akira, com uma adaptação para filme lançada em 1988, ajudando a popularizar o tema nas terras orientais.

 

 

 

 

Filmes

 

Filmes que abordaram esse tema começaram com Blade Runner, lançado em 1982 por Ridley Scott, um dos diversos títulos de Philip K. Dick que foram adaptados em filmes. Blade Runner impressionou com a qualidade gráfica para época, e sua história profunda, porém não foi um sucesso no período que foi lançado, porém ganhando público aos poucos, e se transformando em um cult quando foi lançada uma versão Director’s Cut por Ridley Scott, em 1992.

 

 

Os filmes Johnny Mnemonic, lançado em 1995 (com Keanu Reeves como protagonista) e New Rose Hotel, de 1998, ambos baseados em curtas de William Gibson fracassaram tanto em bilheteria quanto em crítica. Um dos filmes cyberpunk de mais sucesso foram a trilogia Matrix (1999-2003), que foi confirmada uma continuação.

Recentes adições de ao gênero incluem Blade Runner 2049 (2017), sequência ao filme original de 1982, Upgrade, de 2018, Alita: Battle Angel (2019), baseado no manga de 1990, Battle Angel Alita, e a série da Netflix Altered Carbon, de 2018.

 

 

 

 

 

Cyberpunk no Japão

 

Após o lançamento de Akira, vários animes e mangas se inspiraram para poder fazer algo dentro do gênero, como Ghost in the Shell, Battle Angel Alita, Cowboy Bebop e Serial Experiments Lain. Outros títulos que abordaram o tema também incluem o filme Burst City, de 1982, a animação original Megazone 33, de 1985 e em 1989 o filme Tetsuo: The Iron Man.

 

 

Cyberpunk foi bem aceito pela cultura japonesa e teve sua influência expandida através de animes e mangas. Neuromancer é situado em Chiba, uma das maiores áreas industriais do Japão, e William Gibson, embora não tivesse conhecido a cidade na época que lançou o livro, de alguma maneira conseguiu captar de maneira perfeita, algumas características marcantes da cidade e da cultura japonesa.

 

Jogos

 

Existem muitos jogos de cyberpunk, entre eles, algumas séries populares são Megami Tensei, Metal Gear, Deus Ex e Final Fantasy 7 e seus spin-offs.

 

Diversos sistemas de RPG também foram feitos para abordar esse tema, como Shadowrun, GURPS Cyberpunk, Cyberpunk 2020, Cyberspace e Interface Zero.

 

CD Project Red está atualmente trabalhando em Cyberpunk 2077, prometendo um mundo com diversas opções de interações e narrativas, permitindo explorar um mundo futurístico da maneira que o jogador escolher.

 

Música

 

Alguns músicos se identificaram como cyberpunk, devido aos seus estilos estéticos e conteúdos musicais. Geralmente lidando com visões distópicas do futuro ou temas biomecânicos, alguns artistas que se enquadram nessa categoria são Psydoll, Front Line Assembly, Clock DVA e Sigue Sigue Sputnik. Alguns músicos escolheram abordar o tema em alguns de seus álbuns, como The Man-Machine e Computer World de Kraftwerk abordam o tema da humanidade ficar dependente de tecnologia. Álbuns do Fear Factory tem influência grande de temas como futuro distópico, cibernética, duelo entre homens e máquinas e mundos virtuais. O álbum Cyberpunk, do Billy Idol, bebeu muito da literatura cyberpunk e da contracultura “ciberdélica” em sua criação. 1._Outside, um álbum cheio de narrativa cyberpunk, lançado por David Bowie em 1995, foi muito bem recebido pelas críticas da época.

 

Impacto Social

 

 

Cybergoth é uma subcultura de moda e dança, que tem inspiração da ficção cyberpunk, como também das subculturas de rave e gótica. Em adição ao cybergoth, existe também o tech wear, que surgiu nos anos recentes mas que rejeita a influência rave e gótica, buscando inspiração na moda das ruas, pós-apocalíptica, roupas funcionais, vestimenta esportiva, uniforme tácticos e multifuncionais.

 

A Cidade Murada de Kowloon, em Hong Kong (demolida em 1994), é geralmente referenciada como modela de subúrbio cyberpunk/distópico pois, devido as precárias condições de vida na época, em conjunto com a isolação política, física e econômica da cidade fez com que muitos acadêmicos fiquem fascinados pela ingenuidade de sua desova.

 

Alguns trabalhos de arte e paisagens urbanas foram influenciados pelo cyberpunk, como o Centro Sony, na praça pública de Potsdamer Platz, em Berlim na Alemanha.

 

Gêneros relacionados

 

Assim que um grande número de escritores começou a trabalhar com conceitos cyberpunk, novos subgêneros foram surgindo. Um dos principais foi o Steampunk, que é ambientado em uma Era Vitoriana alternativa, que combina anacronismo tecnológico com a visão de mundo cyberpunk.

 

E aí, curtiu esse post sobre cyberpunk? Ainda tem muito a se falar sobre esse tema e outros. Diga nos comentários se você quer que essa série Dossiê continue, e se sim, se tem algum tema que gostaria que fosse abordado.

 

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