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Painkiller (2025): Tiro Afiado, Alma Morna

by Weslei de Sousa
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Você acorda no Purgatório como uma das quatro almas jogáveis — Ink, Void, Roch ou Sol — sob ordens de Metatron para deter Azazel. A estrutura gira em torno de um hub: escolher missão, eliminar demônios, voltar com o saque, evoluir equipamentos e repetir. A história existe, mas quase sempre é engolida pelo combate e por diálogos de batalha que interrompem conversas mais interessantes.

Modos: Onde o Jogo Funciona Melhor

  • Raid (campanha co-op): Três atos com três fases cada. Os objetivos variam pouco: encher tonéis de sangue perto de inimigos, carregar recipientes de alma, ativar círculos rituais para abrir a próxima arena. O destaque vem nos chefes Nephilim, bem executados e visualmente marcantes.
  • Rogue Angel (roguelike): A mistura de salas procedurais, plataformas, escolhas de risco e recompensa e rotação de cartas de tarô dá o fôlego que o Raid não tem. É o modo que mais valoriza o movimento ágil e o arsenal, e rende as melhores sessões — sozinho ou em grupo.

Combate e Arsenal: O Melhor da Casa

O “feel” de tiro é ótimo: resposta imediata, pulo duplo, dashes, wall-bounce e grappling com a própria Painkiller. O conjunto de seis armas principais (Stakegun, Electrodriver, shotgun que congela, rocket, SMG e handcannon) tem disparos alternativos que mudam sua abordagem. A Painkiller serve como curinga de proximidade e “fábrica” de munição. Upgrades em ramos realmente alteram o ritmo, embora a economia te force a priorizar poucas opções no início.

Missões e Inimigos

Os cenários têm verticalidade e segredos, mas a sensação de “mesma arena com outra textura” aparece cedo. Os objetivos centrais são simplificados demais, e a lista de demônios carece daquela identidade maluca do clássico — funcional, porém esquecível. O loop melhora quando o jogo baralha desafios no Rogue Angel.

Co-op, Bots e Progressão

Pensado para três jogadores, o andamento fica mais natural com equipe completa. Os bots cumprem bem seu papel quando falta gente, mas deixam a experiência previsível. A progressão alterna entre armas, upgrades e cartas de tarô consumíveis; no começo, falta recurso para investir em tudo, e isso pode travar a variedade de builds.

Áudio, Visual e Performance

Arte gótica competente, iluminação dramática e trilha heavy metal que casa com o ritmo. Em contrapartida, há texturas irregulares e quedas pontuais de desempenho em momentos caóticos. No geral, roda bem, mas sem estourar a vitrine da geração.

Vale a Pena?

Painkiller (2025) entrega um FPS co-op sólido no toque, nas armas e nos chefes, mas se perde em missões repetidas e identidade diluída. Para um fim de semana de tiros barulhentos, especialmente no Rogue Angel, vale a visita. Para quem buscava a reinvenção com alma de 2004, fica a sensação de purgatório: nem céu, nem inferno.

E então pronto para encarar Painkiller?

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