Revelada durante o The Game Awards 2025, a expansão Lord of Hatred marca um momento simbólico para Diablo IV. Com lançamento marcado para 28 de abril de 2026, o conteúdo traz de volta uma das classes mais queridas da franquia: o Paladino. No entanto, junto da empolgação, surgem decisões que merecem uma análise cuidadosa.
Após testar a classe antecipadamente, fica claro que o retorno é forte em identidade, mas cercado por escolhas comerciais que dividem a comunidade.
O Paladino em Diablo IV: fé, aço e presença
O Paladino chega como um combatente corpo a corpo clássico, combinando força física, dano sagrado e alta resistência. Espadas, machados e escudos formam a base do seu arsenal, enquanto a Fé funciona como recurso central, gerado por ataques básicos e consumido em habilidades mais poderosas.
Na prática, o ritmo de combate se mostra cadenciado e estratégico. Primeiro, você constrói recursos. Em seguida, gasta tudo em janelas explosivas de dano e controle. Por isso, posicionamento e leitura do campo de batalha fazem toda a diferença.

Além disso, o impacto visual das habilidades reforça a fantasia da classe. Golpes amplos, consagrações no chão e martelos abençoados entregam peso a cada ação.

Juramentos moldam o estilo de jogo
O grande diferencial do Paladino está no sistema de Juramentos, liberado a partir do nível 15. Em vez de travar o jogador em uma especialização fixa, o jogo oferece caminhos distintos que ampliam a personalização da build.
- Inexorável foca em sobrevivência e controle defensivo
- Zelote recompensa agressividade constante e alto ritmo
- Judicante prioriza marcações e dano em área estratégico
- Discípulo libera transformações temporárias com forte apelo divino
Com isso, cada juramento muda drasticamente a forma de jogar. Como resultado, a classe se adapta bem tanto a conteúdo solo quanto cooperativo.
Versatilidade que exige planejamento
A liberdade de construção é, sem dúvida, um ponto alto. Ainda assim, ela cobra seu preço. Decisões mal planejadas podem limitar o desempenho, especialmente em dificuldades mais altas. Builds focadas em escudo, por exemplo, perdem eficiência caso você tente abandoná-lo depois.

No combate, o Paladino entrega impacto e sensação de poder. No entanto, a mobilidade mais contida e o desempenho inferior contra alvos únicos deixam claro que a classe não é a mais amigável para iniciantes.
O problema não é o Paladino, é o pacote
Apesar da qualidade da classe, Lord of Hatred chega cercada de controvérsias. A Blizzard optou por atrelar o Paladino à pré-venda da expansão, criando uma barreira artificial para um conteúdo que, historicamente, faria parte da evolução natural do jogo.

Além disso, o pacote inclui Vessel of Hatred, expansão lançada em 2024, sem oferecer compensações claras para quem já investiu anteriormente. Como consequência, muitos jogadores passam a questionar se vale a pena comprar agora ou aguardar edições mais completas no futuro.
Monetização segue sendo um ponto sensível
Outro fator que impacta a experiência é o sistema de monetização de Diablo IV. Com múltiplas moedas, passes e camadas de progressão, a interface se torna cada vez menos intuitiva. Para veteranos, isso já incomoda. Para novos jogadores, pode ser um verdadeiro obstáculo.

Quando combinado ao combate intenso do Paladino, essa falta de clareza nos menus acaba tornando a experiência mais cansativa do que deveria ser.
Vale a pena?
O Paladino é bem construído, respeita sua herança e se encaixa perfeitamente no tom sombrio de Diablo IV. Ainda assim, ele não é revolucionário a ponto de justificar a pré-compra por si só.
Para fãs dedicados, a diversão está garantida. Para quem joga de forma mais casual, esperar uma promoção ou edição definitiva pode ser a decisão mais sensata.
Diablo IV está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e PC.
Além disso, Diablo IV também pode ser adquirido na Nuuvem, parceira do Anexo Geek.
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* Esta análise foi realizada no Ps5 com uma cópia fornecida pela Blizzard
