A Bungie trouxe Marathon de volta apostando em uma proposta bem diferente do que muita gente esperava. Em vez de uma campanha tradicional, o jogo mergulha no estilo extraction shooter, focando totalmente em partidas onde entrar, sobreviver e sair com recursos é o que define a experiência.
E isso muda completamente o ritmo do jogo.
Desde os primeiros minutos, Marathon deixa claro que não quer facilitar. Não há muita explicação, nem um onboarding detalhado. O jogador precisa entender tudo na prática, errando bastante até começar a se adaptar. Para quem gosta desse tipo de desafio, funciona. Para outros, pode ser um começo bem duro.
Tensão constante em cada partida
A estrutura é simples na teoria, mas pesada na prática. Você entra no mapa, coleta recursos e tenta escapar vivo. O problema é que morrer significa perder tudo.
Esse detalhe transforma completamente a forma de jogar. Não dá para sair atirando sem pensar. Cada confronto precisa ser avaliado, cada movimento pode colocar tudo a perder.

Quando a partida dá certo, a sensação é muito boa. A tensão acumulada durante a exploração faz com que cada extração bem-sucedida pareça realmente recompensadora.
O combate é o grande destaque
Se Marathon se mantém interessante mesmo com decisões mais arriscadas, é por causa do combate.
A Bungie continua entregando um gunplay de alto nível. As armas têm impacto, os tiros são precisos e os confrontos são rápidos e intensos. Existe uma fluidez que torna cada troca de tiros satisfatória.

Mas essa mesma intensidade também torna o jogo bastante punitivo. Muitas vezes, um erro pequeno é suficiente para perder tudo, e isso pode gerar momentos frustrantes.
Sistemas profundos, mas pouco explicados
Marathon também aposta em variedade de builds, equipamentos e habilidades, o que traz profundidade para a experiência.
O problema é que o jogo não explica bem como tudo funciona. Grande parte do aprendizado vem na tentativa e erro, o que pode afastar quem não tem paciência para esse tipo de progressão.
Com o tempo, tudo começa a fazer mais sentido, mas o caminho até lá poderia ser mais acessível.
Um estilo que foge do padrão
Visualmente, Marathon não tenta ser realista. O jogo aposta em um estilo mais estilizado e até estranho em alguns momentos.

Essa identidade combina com a proposta sci-fi, mas pode causar estranhamento no início. Ainda assim, é algo que ajuda a dar personalidade ao jogo.
Ritmo bom, mas repetição aparece
Depois de algumas horas, o loop de gameplay começa a mostrar sinais de repetição. As partidas seguem uma estrutura parecida, e a variedade ainda não é suficiente para manter tudo sempre renovado.

Ainda assim, o fator tensão e o combate ajudam a segurar a experiência por mais tempo.
Vale a pena?
Marathon é um jogo que não tenta agradar todo mundo, e isso fica claro o tempo inteiro.
Ele entrega uma experiência intensa, com combate muito bem feito e momentos de tensão que realmente funcionam. Ao mesmo tempo, exige paciência, principalmente por conta da curva de aprendizado elevada e da forma pouco amigável com que apresenta seus sistemas.

Para quem gosta de jogos mais desafiadores e baseados em risco, pode ser uma experiência muito envolvente. Já quem busca algo mais acessível pode acabar se frustrando no caminho.
Marathon está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.
Além disso, Marathon pode ser adquirido na Nuuvem, parceira do Anexo Geek.
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Esta análise foi realizada no Ps5 com uma cópia fornecida pela Bungie
