Após anos de silêncio, cancelamentos e expectativas frustradas, a franquia Silent Hill renasce com força em Silent Hill f, o primeiro título inédito da série em mais de uma década. Desenvolvido pela Konami em parceria com a NeoBards Entertainment e com roteiro assinado por Ryukishi07 (Higurashi no Naku Koro ni), o jogo surpreende ao abandonar os cenários clássicos dos EUA e se passar no Japão da década de 1960.
A Protagonista e o Novo Cenário
A história acompanha Hinako Shimizu, uma estudante sufocada pela repressão familiar e pelas convenções sociais. Sua jornada acontece na fictícia vila mineradora de Ebisugaoka, local que mistura tradição japonesa, santuários escondidos e atmosfera rural, mas que logo se transforma em um pesadelo de flores carmesim, neblina sufocante e grotescas manifestações corporais.

Assim como em Silent Hill 2, os inimigos refletem os traumas da protagonista. As criaturas são metáforas visuais para temas como abuso, misoginia e opressão social — uma marca da franquia, aqui reinterpretada pelo olhar japonês.
Gameplay: sobrevivência e estratégia
Silent Hill f aposta em um combate corpo a corpo, com armas improvisadas como facas, bastões e até naginatas. O sistema gira em torno de três recursos principais:
- Vida: poucos erros podem ser fatais.
- Vigor: controla ataques pesados, esquivas e contra-ataques.
- Sanidade: pode ser usada como recurso de risco para ganhar vantagem, mas expõe o jogador ao dano total caso seja esgotada.

Além disso, o jogo introduz os hokoras (pequenos santuários) como pontos de salvamento e progressão. Neles, Hinako pode trocar oferendas por Fé, utilizada para desbloquear melhorias permanentes ou adquirir omamoris, amuletos que alteram o estilo de jogo.

Narrativa fragmentada e rejogabilidade
Fiel ao DNA da franquia, a narrativa de Silent Hill f é enigmática e fragmentada. Muitas respostas vêm de documentos, símbolos e do diário ilustrado da protagonista, que mistura poemas, pistas e desenhos.
O jogo tem duração média de 12 a 13 horas na primeira jogada, mas o New Game+ adiciona novos inimigos, áreas extras, cutscenes inéditas e múltiplos finais, incentivando a rejogabilidade.
Arte e som: o horror como poesia visual
Visualmente, Silent Hill f é um espetáculo de arte perturbadora. A neblina é densa e viva, as flores carmesim infestam paredes e corpos, e os monstros traduzem o “body horror” em poesia macabra. A estética japonesa da década de 1960 é detalhada nos mínimos objetos — de garrafas de ramune abandonadas a becos estreitos que forçam paranoia constante.

O som merece destaque à parte. A trilha mescla os clássicos tons de Akira Yamaoka com influências de música tradicional japonesa, enquanto o design sonoro é quase cirúrgico: passos, correntes, rangidos e silêncios calculados constroem tensão tão forte quanto qualquer susto repentino.
Vale a Pena?
Silent Hill f é mais do que um retorno: é um recomeço ousado. O jogo troca as ruas decadentes do Ocidente por becos e santuários japoneses, mas mantém a essência que consagrou a franquia — puzzles inteligentes, inimigos simbólicos, atmosfera sufocante e uma narrativa que deixa cicatrizes.

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* Esta análise foi realizada no Ps5 com uma cópia fornecida pela Konami/Nuuvem
